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O Villaret do Fado

por pauloconde, em 13.08.00

 

Penso que é legitimo, atribuir o nome de Villaret à qualidade e ao sentimento com que se transmite a arte, pois ninguém como ele o soube fazer tão bem, dignificando poetas e escritores.

Por isso decidi apelidar de “Villaret do fado”, um homem que tal como o grande Villaret elevou e neste caso os poetas de fado, à mais brilhante das estrelas, fazendo-nos sentir cada verso bem cá dentro do peito. Estou a falar do fadista Alfredo Duarte Jr, filho desse grande mestre Alfredo Marceneiro.

Mas quanto a mim o filho superou o pai, pela entrega de corpo e alma que dava ao interpretar cada tema, não subestimando o valor do saudoso Marceneiro.

Muitos poetas devem-lhe estar gratos ( Henrique Rego, Linhares Barbosa, Carlos Conde, Silva Tavares entre outros ) pelo vigor e total entrega com que ele transmitia as suas criações.

É claro, tudo isto segundo a minha opinião e sensibilidade, mas estou certo que muitos de vós que ainda não tiveram oportunidade de o ouvir, quando o fizerem partilharão da mesma afeição. E para isso eu aconselho-os a ouvirem um disco compacto editado recentemente, por titulo “Grande Noite de Fados”, gravado ao vivo em 1963 no Teatro São Luís, na festa de despedida de Alfredo Marceneiro.

Depois de escutarem atentamente Alfredo Duarte Jr, irão decerto concordar que quando ele cantava “estava ali o fado inteiro, pois todo ele era fado”.

 

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000     

 

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publicado às 11:14


Flagelo social

por pauloconde, em 04.08.00

 

Talvez um tanto abnegados deixamos a água correr conforme a maré e não remamos em sentido contrário, tentando inverter a tendência oportunista e fria de muitas empresas, sobretudo as grandes multinacionais, que teimam em tudo conseguir, sem que para isso se respeitem factores sociais e se cumpram as normas legais do mercado de emprego.

Realizar conferências, cimeiras e congressos, apresentar projectos, em prol da resolução do flagelo social deste fim de século que é o desemprego, tudo isto de nada serve enquanto as empresas continuarem a “espremer” a mão de obra até á ultima gota de sumo, carregando os funcionários com trabalho extra muito superior ao permitido por lei, fugindo assim à contratação de mão de obra.

Dizer que o trabalhador não é obrigado a cumprir todo esse trabalho suplementar, é fácil quando não se está à mercê das mais variadas pressões.

É urgente que a sociedade acorde e que as entidades competentes enveredem por um caminho coerente e comum, tendo em vista a resolução de um problema que parece não ter um fim à vista, enquanto certos “lobbies” falarem mais alto.


 
 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000 

 

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publicado às 15:53


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