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Apostasia formal da fé católica

por pauloconde, em 21.10.09

 

Decidi partilhar o meu acto de anulação de baptismo* (Apostasia) da igreja católica, com o intuito de informar e auxiliar todos os que são baptizados por esta igreja, crentes ou não, mas que actualmente por diversos motivos não se revêem na sua doutrina e querem deixar de constar nas estatisticas. No meu caso foi simples e pouco burocrático, primeiro pesquisei num motor de busca da internet a palavra "apostasia" que me deu vários links, entre eles o endereço de um portal que continha toda a informação incluindo uma carta tipo.
Segui as instruções e alterei os dados pessoais, imprimi a carta e endossei-a á diocese da igreja onde fui baptizado, juntamente com cópia do bilhete de identidade e uma certidão de baptismo.
Aguardei resposta a confirmar a procedência e averbamento do pedido de apostasia e fiquei mais elevado na fé cristã e tranquilo de consciência e espirito.

*pedido em 03 de Setembro de 2009

 

 


 

Link para a carta tipo:

http://www.portalateu.com/2009/05/24/o-meu-pedido-de-apostasia/

 

"Deferimento do pedido de Apostasia"

 

 

Paulo Conde - Jornal i; 24Horas; SamoraOnLine - 2009

 

 

(por razões dúbias este artigo não foi publicado pelo Jornal Diário de Noticias)

 

 

 Tema de debate na SIC - Boa Tarde

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:39


3 comentários

De Gina a 25.10.2009 às 09:40

Não dá para visualizar o documento. Aparece a seguinte mensagem:

" O acesso a esta página encontra-se interdito. "

De pauloconde a 25.10.2009 às 11:24

Gina, obrigado pelo contacto. Deve ser um problema momentâneo. No entanto eu já ampliei a imagem.

De italo a 16.04.2011 às 20:46

Paulo... me chamo Ítalo Pires, sou brasileiro, li uma postagem sua no Facebook que me atraiu até o seu blog. Baseado nisso decidi postar um comentrio nesse post. A história da Igreja Católica comporta uma teia descritiva de fatos realizados pelos mais podres dos homens e paradoxalmente pelas almas mais nobres que se possa conhecer. A história da igreja não passa de uma fração da história do ocidente (uma fração bem grande até) e esta não passa de uma fração da história humana, que por sua vez não passa de um conjunto de atos louváveis ou condenáveis (embora eu acredite que o evangelho inseriu-se na história para aperfeiçoar a nossa limitada moral por afirmar que o perdão, com sua força libertadora, redime a história na medida em que a misericórdia é capaz de superar nosso limitado binômio ético: atos-louváveis/atos condenáveis). Essa história é tão podre e comprometedora quanto possam ser podres e comprometedoras as realizações humanas! Enfin... a história não é a fé. O mal que já fizeram em nome da fé (um mal sem tamanho, me permita afirmar com convicção) não a torna falsa por natureza, só reafirma a capacidade humana de desviar-se das mais nobres intenções denegrindo algo isento à priore. Sua decisão foi baseada na sua revolta por tomar conhecimento de tais fatos, ou por que já não se achava tão praticante, querendo assim, por meio da apostasia, apenas formalizar sua indiferença? Se foi por indignação perante as injustiças que antes citei saiba que partilho do mesmo sentimento que você, embora não acredite que seu ato deva ser seguido por quem tenha as mesmas dúvidas (ou certezas) que você, pois não vejo outra forma de diluir a sujeira que não a de ser limpo onde muitos sujam-se sem escrúpulo algum, e por isso mesmo não possa deixar de ser católico, mesmo mantendo um constante estado de decepção com meus companheiros e irmãos. Não acho tão inteligente assim combater o mal que alguém faz a um terceiro infringindo um segundo contra mim mesmo, seria semelhante a um homem que, querendo chamar a atenção da sociedade pelas bárbaras injustiças que são cometidas no seio social, ateia fogo ao próprio corpo como forma de protesto. Mas se sua decisão foi motivada por não achar gesto mais sincero que deixar formalmente aquilo que você já não praticava de forma concreta, então só posso concluir que você desistiu momentaneamente (nada é eterno ou sem volta nessa vida querido Paulo) deixando por hora que tudo isso vencesse você? Se você deixou a igreja por que já não se achava tão praticante assim como dizer que você continuou cristão após isso? Não posso julgar-te, nem muito menos te dar lições de moral... isso seria meio detestável da minha parte e até meio embaraçante (acredito que não passei essa impressão) apenas quis respeitosamente fazer um contraponto a sua opinião para que algum leitor que possa cair por acaso nessa matéria (digo por acaso pois vejo que ela é antiga) possa ter uma segunda opinião. Não sei se me fiz compreender devido as pequenas diferenças gramaticais que a nossa lingua impõe aos nossos países, mas espero que você publique esse comentário. Abraço. Ítalo Pires de Oliveira.

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