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Aí vem o Natal!

por pauloconde, em 23.12.00

É verdade, aí vem o Natal novamente. Mais uns momentos efémeros de boa vontade, de cinismo e hipocrisia, que o homem tem vindo a moldar à medida da sua ambição.

Mais um Natal de oportunistas prontos a persuadir em prol do materialismo os sentimentos dos mais incautos e sinceros dos mortais. Para esses, o Natal é um negócio, uma oportunidade única, para substituir com brinquedos a carência de afectos das crianças.

Em vez de atenção dá-se um boneco, no lugar de um carinho oferta-se um jogo, para que os petizes se entretenham sem aborrecerem os pais, enfim, temos aquilo que criámos.

É por isso, que só vivem o verdadeiro Natal, todos aqueles que se mantém fieis aos valores humanos durante todo o calendário da vida.

Assim sendo, fiel aos meus princípios, para todos sem excepção, endosso os votos de um sincero e Feliz Natal.

 

 

Paulo Conde - Correio da manhã - 2000

 

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publicado às 13:03


Radares viciados, será?

por pauloconde, em 27.11.00

Não sou muito dado a viagens, principalmente de automóvel, até porque o combustível está muito inflacionado, mas sempre que posso gosto de vez em quando de dar as minhas passeatas e conhecer um pouco do nosso lindo Portugal.

A minha ultima digressão foi até Aveiro, utilizando para o efeito a auto-estrada do Norte, lá fui eu sempre na “casa” do 120Km/h, porque a lei assim o exige e o meu pequeno “bólide” a mais não permite.

Mas eis que na minha pacata viagem, começam a passar pelo meu lado esquerdo autênticos “mísseis”, que mal tinha tempo para lhes ver a cor. O que me valeu foi o facto de ainda não estar em idade de ser traído pelos meus sentidos e como tal consegui ver que se tratavam de veículos idênticos aos que abundam ali para os bairros do Restelo, da Lapa ou até de S.Bento.

Mais à frente veio a excepção que confirma a regra, e eis que surge ao meu lado, um veiculo de baixa cilindrada, que apesar da sua estatura não se fez rogado e ali estava ele a querer competir com os grandes. O que diga-se em abono da verdade, até seria legitimo, não fosse mais á frente a autoridade mandá-lo parar, decerto o seu atrevimento tinha sido captado pelo radar, pois talvez circulasse a mais 10 ou 20Km/h do que é permitido por lei.

Coitado, não tem um bólide “made in Germany” para circular a 200 e furtar-se aos radares tal como os outros, ou então, será que os radares têm limite de captação e são patrocinados por alguns?

 

  

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000

 

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publicado às 13:56


A saúde está doente

por pauloconde, em 16.11.00

 

 

Certamente que a afirmação que dá corpo a este titulo, não é novidade para ninguém, mas nunca é demais afirmá-lo.

Por muita investigação que se faça, por muitos relatos que se oiçam, acerca das péssimas condições em que se encontra o sistema de saúde em Portugal, nunca se mostra tão grave, como quando é vivido “in loco”, por cada um de nós.

Falta de condições mínimas de higiene, falta de camas, falta de assistência médica, falta de profissionalismo, falta disto, falta daquilo e sobretudo, falta de respeito pelos cidadãos que carecem de serviços de saúde.

No país da Expo’ 98, Porto 2001, Euro 2004, projectos onde o governo demonstra um ávido interesse e empenho, é um país onde o mesmo governo não consegue zelar pela saúde dos seus cidadãos, caindo no incumprimento do artigo 64º da Constituição da República Portuguesa.

Aliás, o sistema de saúde tem evoluído tão negativamente, que os responsáveis, já sem saberem o que fazer, têm-se virado ultimamente para os problemas internacionais, porque os nacionais, esses que se lixem!


 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000

 

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publicado às 18:51


O Fado é só um

por pauloconde, em 22.10.00

Andam por aí agora, uns senhores a difamar o fado e a usarem a canção nacional, para trampolim dos seus sentimentos recalcados e fracassos consumados. Vale tudo, até ofender a memória, daqueles que viveram p’ro fado e que por mérito próprio atingiram um patamar elevado, no respeito dos portugueses.

Inclusive, até já ouvi p’la boca dessa gente, que o fado está na moda e que já existe o fado moderno, ora como é óbvio, só podem tecer tais considerações e tais calúnias, quem não gosta de fado, ou quem só está nele, p’ra alimentar a gula do seu ego.

O fado não é efémero, como tal não pode andar ou deixar de andar na moda, e é tão grande, que não precisa de arranjar ramificações para vincar a sua identidade.

Fico no entanto triste com todos aqueles que não vingam por si, mas por todos os que chamam nomes ao fado, só posso ter pena.

 

  

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000

 

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publicado às 13:55


Deixem-nos ser portugueses

por pauloconde, em 22.09.00

 

Estou constantemente a ser surpreendido com algumas aberrações, que por vezes surgem neste país à beira-mar plantado.

A mais recente de que tive conhecimento, até julguei tratar-se de anedota, mas afinal não é. As crianças de 4 anos que frequentem as creches, vão começar a aprender a língua inglesa, quando mal sabem ainda falar português!

Agora imagine-se os putos, quando forem um pouco mais crescidos e lhes perguntarem onde nasceram, eles responderem:

- I was born in a province of Spain, called Portugal. ( desculpem o meu inglês, mas eu quando tinha 4 anos andava a aprender português ).

Senhores, ditos governantes, lá que não se respeitem uns aos outros, ainda se tolera, mas no mínimo respeitem o país onde nasceram, ou será que querem transformar o “orgulho de Camões” num “colonato de Shakespeare” ?

Isto a concretizar-se, será, como diz e muito bem um amigo meu, o principio do fim das nossas identidades, para saciar os vícios da globalização. No entanto, estou confiante de que tudo isto não passe duma triste ideia, e que o peso das assinaturas de milhões de portugueses, fale mais alto e fale em português.

Substituam lá a língua inglesa pela portuguesa e deixem-nos ser portugueses!

  

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000

 

 

 

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publicado às 14:06


O Villaret do Fado

por pauloconde, em 13.08.00

 

Penso que é legitimo, atribuir o nome de Villaret à qualidade e ao sentimento com que se transmite a arte, pois ninguém como ele o soube fazer tão bem, dignificando poetas e escritores.

Por isso decidi apelidar de “Villaret do fado”, um homem que tal como o grande Villaret elevou e neste caso os poetas de fado, à mais brilhante das estrelas, fazendo-nos sentir cada verso bem cá dentro do peito. Estou a falar do fadista Alfredo Duarte Jr, filho desse grande mestre Alfredo Marceneiro.

Mas quanto a mim o filho superou o pai, pela entrega de corpo e alma que dava ao interpretar cada tema, não subestimando o valor do saudoso Marceneiro.

Muitos poetas devem-lhe estar gratos ( Henrique Rego, Linhares Barbosa, Carlos Conde, Silva Tavares entre outros ) pelo vigor e total entrega com que ele transmitia as suas criações.

É claro, tudo isto segundo a minha opinião e sensibilidade, mas estou certo que muitos de vós que ainda não tiveram oportunidade de o ouvir, quando o fizerem partilharão da mesma afeição. E para isso eu aconselho-os a ouvirem um disco compacto editado recentemente, por titulo “Grande Noite de Fados”, gravado ao vivo em 1963 no Teatro São Luís, na festa de despedida de Alfredo Marceneiro.

Depois de escutarem atentamente Alfredo Duarte Jr, irão decerto concordar que quando ele cantava “estava ali o fado inteiro, pois todo ele era fado”.

 

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000     

 

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publicado às 11:14


Flagelo social

por pauloconde, em 04.08.00

 

Talvez um tanto abnegados deixamos a água correr conforme a maré e não remamos em sentido contrário, tentando inverter a tendência oportunista e fria de muitas empresas, sobretudo as grandes multinacionais, que teimam em tudo conseguir, sem que para isso se respeitem factores sociais e se cumpram as normas legais do mercado de emprego.

Realizar conferências, cimeiras e congressos, apresentar projectos, em prol da resolução do flagelo social deste fim de século que é o desemprego, tudo isto de nada serve enquanto as empresas continuarem a “espremer” a mão de obra até á ultima gota de sumo, carregando os funcionários com trabalho extra muito superior ao permitido por lei, fugindo assim à contratação de mão de obra.

Dizer que o trabalhador não é obrigado a cumprir todo esse trabalho suplementar, é fácil quando não se está à mercê das mais variadas pressões.

É urgente que a sociedade acorde e que as entidades competentes enveredem por um caminho coerente e comum, tendo em vista a resolução de um problema que parece não ter um fim à vista, enquanto certos “lobbies” falarem mais alto.


 
 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000 

 

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publicado às 15:53


O fado não deve nada a ninguém

por pauloconde, em 28.06.00

O Fado, a nossa canção nacional que tanto orgulho nos tem dado ao longo dos anos e não menos nos tem representado no seio de outras culturas, anda um tanto mal amada por alguns que tiram proveito dela, quer para engrandecimento pessoal ou até por simples paixão.

O Fado não vive só de fadistas, tem também a seu lado o músico e o poeta, sem eles não pode haver Fado, mas infelizmente hoje em dia são raras as vezes que são lembrados por quem os interpreta, e qualquer argumentação de desconhecimento é pura demagogia.

Só pode ser apelidado de fadista, quem cuida do poeta e do músico, todos os outros cantam o Fado.

Sobre este assunto, já dizia há muitos anos o grande poeta Carlos Conde:

“ O Fado não deve nada a ninguém, muitos é que devem ao Fado tudo o que são e até o que julgam ser”.

  

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000

 

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publicado às 18:07


Os donos do pais

por pauloconde, em 24.05.00

 

Lamentavelmente a evolução, seja ela natural ou forçada, acarta consigo um ninho de oportunistas prontos a enfiar suas garras na carne suculenta da economia e do poder. Os tempos que correm estão a ser palco do mais triste drama, que futuramente virá a cena, perante uma plateia inerte e adormecida.Portugal está carente de governantes, os que se intitulam como tal não passam de meras figuras simbólicas, que dão cobertura não ao governo eleito pelos portugueses mas a pessoas  economicamente poderosas que a pouco e pouco vão tomando conta do nosso país, monopolizando-o e construindo uma densa teia de cifrões e de interesses que a breve trecho poderá revelar-se perigosa. Apesar de tudo sei que muitos de nós estarão atentos no momento de decidir se alguém deve ou não ser dono de um país.

 

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000

 

 

 

 

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publicado às 18:34


Homenagem a Amália

por pauloconde, em 26.04.00

 

Foi no dia 8 de Abril de 2000 na Casa do Fado e Guitarra Portuguesa ali em Alfama. Para o tributo vieram dois italianos, um músico sensacional ( Marco Poeta ), que de uma viola consegue fazer uma guitarra, o outro ( Francesco di Giacomo ) uma voz soberba.

Estes dois artistas demonstraram estimar mais a nossa cultura do que muitos de nós, o que é de louvar mas também de lamentar.

O auditório ( uma autêntica maravilha ) que os recebeu, estava apinhado de gente para mais uma vez recordar Amália e aplaudir de pé os artistas.

A cultura aconteceu neste espaço do qual nos devemos orgulhar e que eu recomendo como local de visita, não só para os amantes do fado, mas também para todos aqueles que se interessam pelo nosso património cultural. Deve ser um exemplo a seguir por todos os espaços culturais do nosso pais, pois alguns que eu conheço são apenas fachadas que só existem para saciar os egos de alguns que, vêem na cultura uma forma de protagonismo e onde os artistas muitas vezes são convidados para actuarem em salas vazias, porque o público não foi motivado a lá estar.

Abram-se as portas à cultura.

 

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2000   

 

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publicado às 13:38


A globalização

por pauloconde, em 20.02.00

 

É com alguma preocupação que encaro o novo milénio, não por qualquer superstição ou fatalismo, mas sim por factores sócio-económicos, que se estão a alterar algo bruscamente, podendo com isso afectar o panorama social de uma forma irreversível.

Por todo o mundo assiste-se a fusões entre diversos grupos económicos, tentando monopolizar as suas áreas de actuação, deixando um rasto de despedimentos em série e encurtando a concorrência de mercado que tanto beneficia o cidadão comum.

O lema é “ Junta-te ao mais forte para dizimar o mais fraco”, procedimento que até agora tem tido êxito, perante a passividade dos governos, que vêem nisso a galinha do ovos de ouro, esquecendo-se que hoje em dia o poder económico centralizado é tão ou mais poderoso que o poder militar.

Que impacto social terá tudo isto? Não sei, mas não auguro nada de bom. Resta-nos esperar e rezar para que cada um de nós faça parte do “bolo” senão, nem com as migalhas ficamos.

 

  

Paulo Conde - Correio da Manhã; Vale do Tejo - 2000

 

 

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publicado às 16:14


Carlos Conde, um poeta esquecido

por pauloconde, em 10.01.00

 

Falar de poesia não é fácil, muito menos quando se trata de poesia popular. O terra a terra e a sua originalidade dão-lhe uma alma indiscritível.

Como em todas as artes, existem intérpretes que se destacam, quer pela sua forma de estar e de viver quer pela sua obra.

Muitos há no entanto, que vão caindo no esquecimento, não pela sua menor qualidade mas porque a poesia popular muitas vezes precisa de uma mão amiga que a leve aos grandes palcos.

Um dos maiores poetas populares deste século, foi sem dúvida Carlos Conde, nascido na Murtosa (Aveiro ) em 1901, foi viver para Lisboa muito cedo e desde logo os seus versos foram adaptados ao Fado e interpretados por grandes valores da Canção Nacional ( Carlos do Carmo, Amália Rodrigues, Fernando Mauricio, Maria da Fé, Alfredo Marceneiro, etc... ).

Não esqueçamos que é Carlos Conde que em 1939 no então famoso Restaurante “Luso” em Lisboa, apresentou pela primeira vez aquela que viria a ser uma das mais consagradas fadistas deste século. Para além dos inúmeros diplomas que conquistou em Jogos Florais de norte a sul do país, onde as suas quadras eram rainhas. Sendo também colaborador assíduo dos jornais “Guitarra de Portugal” e “Ecos de Portugal”.

Apesar dos vícios e virtudes da capital nunca esqueceu a sua terra natal, que em dada altura ao descrevê-la revela toda a sua alma poética:

“... Emanado de uma pitoresca terriola da Beira Litoral onde os meus sentidos ficaram para sempre e onde de tempos a tempos os meus olhos vão beber o sol daquela aldeia, onde a minha alma vai comungar no verde-esmeraldino das campinas verdejantes. Com que meditação eu contemplo a casinha de telha vã, aquele monumento de humildade que foi dos meus avós e que eu quero que seja dos meus netos...”

São poetas populares como Carlos Conde, que nos embelezam a alma e enriquecem a nossa tradição e cultura portuguesas, merecendo por isso todo o nosso carinho e admiração.

  

 

Paulo Conde - Correio da Manhã 2000

 

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publicado às 16:23


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