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Autárquicas 2001

por pauloconde, em 10.12.01

O país que tem 2 milhões de cidadãos a viverem abaixo do limiar da pobreza, está prestes a eleger por mais quatro anos os seus órgãos autárquicos.
De freguesia em freguesia, ultimam-se preparativos e esgotam-se argumentos, para atrair os eleitores às urnas no dia 16 de Dezembro.
Apesar dos ventos, ultimamente, não soprarem de feição à classe política, a táctica utilizada parece ser eterna, um rol de boas intenções que são intensamente publicitadas, enchendo as paisagens de papel, sonorizando as ondas hertzianas ou lotando em tempos de antena, a caixa que mudou o mundo.
A todo este esbanjar de dinheiro, os cidadãos ultimamente têm respondido com a abstenção, que a meu ver, não será a melhor forma de demonstrar o descontentamento para com a classe política, já que os políticos neste caso, se refugiam numa série de argumentos para justificarem a não afluência às urnas. É por isso, que todos os cidadãos eleitores que pretendem utilizar a abstenção, como forma de insatisfação, a devem substituir pelo voto em branco, já que desta forma, cumprem o dever cívico e retiram à classe política qualquer tipo de argumentação. Que diriam eles a 40% de votos em branco em vez de 40% de abstenção?
Decerto que alterações profundas teriam que ser ponderadas e algo mais teria que ser feito, do que simples propaganda.
Será bom reflectir tudo isto, já que o dia 16 se aproxima e de norte a sul do país importantes decisões irão ser tomadas, quer se vote muito ou pouco.
No entanto o mais importante é votar conscientemente, apelando ao bom senso, mesmo que a vontade de mudança nalguns concelhos do país seja forte, pois a inexistência de alternativas sérias e credíveis, aconselha a que se aguente um pouco mais a miséria ao invés de cair em desgraça.

 

Paulo Conde - Correio da Manhã; A Capital; Jornal Público; Jornal Vale do Tejo - 2001

 

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publicado às 18:10


Tributo ao poeta Carlos Conde

por pauloconde, em 28.11.01

 

Já que a grande maioria da comunicação social, menospreza os valores culturais deste país, não comparecendo, nem fazendo referência a eventos que perpetuam a nossa cultura, decidi, embora em causa própria, vestir a pele de jornalista e partilhar, com os ainda inumeros cidadãos que abraçam os nossos valores culturais, o seguinte evento:
No dia 3 de Novembro de 2001, no Centro Cultural de Benavente, prestou-se homenagem àquele que foi o mais popular dos poetas populares ( Carlos Conde * ).
Umas semanas antes, tinham começado os ensaios com os fadistas da região, que iriam interpretar letras do homenageado. No dia do evento, correu tudo como o previsto, magnifica decoração do palco, excelente organização na apresentação do espectáculo a cargo de Domingos Lobo e Leonor Gonçalves e brilhante actuação dos artistas ( Carlos Cachulo, Feliciano Martins, Gena, Marco Alexandre, Vânia Duarte, Mário Coelho, João Viana, Francisca Filipe, João Foguete, Elisa Viana, Vítor Conde e o consagrado fadista convidado Nuno Aguiar ).
As vozes eram unanimes, em todas as vertentes a noite foi exemplar, acontece no entanto, que algo imprevisto aconteceu, o salão do Centro Cultural encheu, com quase trezentas pessoas a excederem o numero de cadeiras da lotação da sala!
Pois é, o imprevisto excedeu as expectativas e só perdeu quem não foi, porque mais uma vez o Fado saiu vencedor, não na hipócrita guerra das audiências, mas no sentimento da cultura portuguesa!

 

  

Paulo Conde - Jornal Vale do Tejo - 2001

 

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publicado às 17:22


Carlos Conde é nome de rua

por pauloconde, em 08.11.01

 

Finalmente, começaram a ser reconhecidos os méritos de um dos maiores letristas de fado do Sec.XX. No ano em que se comemora o centenário do nascimento do poeta Carlos Conde, a Comissão Municipal de Toponímia, na pessoa da Srª Vereadora Rita Magrinho dignou-se apresentar em sessão da Câmara Municipal de Lisboa, no passado dia 17 de Janeiro de 2001, uma proposta de atribuição do topónimo Carlos Conde a uma das novas artérias do Bairro do Alto da Serafina em Campolide.

A dita proposta, viria a ser aprovada por unanimidade, fundamentada na vasta obra do poeta é mais do que justa e merecida, com inúmeras referências aos Bairros de Lisboa, Marchas Populares e centenas de letras para fado, celebrizadas por Amália, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Fernando Maurício, Fernanda Maria, Mª Amélia Proença, Alfredo Marceneiro, enfim, uma vasta plêiade de artistas que consagraram a canção nacional.

 Mais uma vez o fado vai ser homenageado, no baptismo de uma rua com o nome do homem que lhe dedicou toda a sua vida. Este acontecimento que terá lugar no Alto da Serafina – Campolide no dia 14 de Novembro de 2001 pelas 15.00H, deve orgulhar-nos a todos, principalmente, por haver ainda quem defenda, os padrões culturais do nosso pais.

 

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2001

 

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publicado às 13:30


O recibo, por favor!

por pauloconde, em 17.06.01

 

Realmente somos um povo de brandos costumes, consentimos tudo de boa vontade e quando não, qualquer justificação paupérrima serve para nos convencer.
Já é lugar comum que andamos a ser sugados pelo governo, nalgumas auto-estradas do pais com o pagamento de portagens, que só têm razão de existir para sustento da luxúria de alguns titulares de pastas. Mas o mais caricato, é o facto, de que para além do respectivo pagamento, tenhamos que pedir o recibo, como se de um favor se tratasse, para além de toda a incoerência e parcialidade demonstrada pela tutela a quem compete fiscalizar toda a actividade económica e financeira, pois se em qualquer estabelecimento é obrigatória a entrega do recibo ao cliente, nem que a despesa seja uma simples “bica”, porque é que as concessionárias das auto-estradas não são obrigadas a proceder de igual forma? Será que há dois pesos e duas medidas?

É que sinceramente não acredito, que as concessionárias das auto-estradas só entreguem o recibo quando solicitado, para pouparem papel.

 

 

Paulo Conde - Correio da Manhã 2001 

 

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publicado às 17:49


Onde está o secundário?

por pauloconde, em 10.05.01

Há cerca de dois anos, surgiram diversas iniciativas e acções conjuntas por parte da população samorense, tendo em vista a criação do Ensino Secundário, nesta terra que o rio Almansor viu crescer.

A enorme celeuma criada em torno do assunto, quer por parte da população, responsáveis do ensino e até autarquia, culminou após diversas reuniões e assembleias, com a criação na Escola C+S de João Fernandes Pratas do intitulado 10ºAno com uma turma da área de Artes.

Ora, como facilmente se previa, a iniciativa saiu gorada, mais uma vez porque alguns dos que se apresentaram como defensores do projecto, conseguiram iludir a população, tendo como únicos objectivos a promoção pessoal e o aproveitamento político, delegando para segundo plano o desenvolvimento de Samora Correia.

O Ensino Secundário nesta terra, ao contrário do que afirmaram, não acabou, porque como é obvio, não se pode acabar com algo que nunca começou. O que chamaram de Ensino Secundário, não passou de uma manobra política para acalmar as hostes e manter o eleitorado sereno.

Por isso, para dar a Samora todas as condições de Ensino que ela merece é necessário contribuir para a realização pessoal e comunitária dos indivíduos, não só pela formação para o sistema de ocupações socialmente úteis, mas ainda pela prática e aprendizagem da utilização criativa

dos tempos livres, descentralizando e diversificando as estruturas e acções educativas, de modo a proporcionar uma correcta adaptação às realidades, um elevado sentido de participação das populações, uma adequada inserção no meio comunitário e níveis de decisão eficientes, para tudo isto, basta que retirem das gavetas os estudos elaborados com imparcialidade, rigor e bom senso, os ponham em prática e lutem por eles até ao fim, porque a educação não pode estar ao serviço de ninguém, mas sim, para educar e servir a todos. Quero fazer um apelo a todos os jovens estudantes, porque são todos vós, mais do que ninguém os obreiros do futuro, e ele começa já hoje, como tal, não deixem que decidam por vós, reclamem pelos vossos direitos e pelas infra-estruturas de ensino que tanto merecem.

 

  

Paulo Conde - Jornal Vale do Tejo - 2001

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publicado às 12:40


Os perigos da A13

por pauloconde, em 12.04.01

O mais recente projecto denominado de A13 – Auto Estrada Almeirim/Marateca, sublanço Salvaterra de Magos/A10/Santo Estêvão, revela-se de extrema importância para o desenvolvimento do concelho de Benavente, caso sejam contrariadas as actuais intenções da empresa Brisa, que poderão colocar em risco as acessibilidades e o consequente isolamento da maior fatia do concelho. 

Estando a decorrer no Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território o processo de Avaliação de Impacte Ambiental do referido projecto e que o estudo prévio   para o sublanço da A13 contempla três soluções alternativas para o traçado, não se compreende ao analisar os argumentos inerentes, como é que a denominada Solução A, claramente vantajosa em todos os aspectos, foi preterida. 

No entanto nada está perdido, se toda a população se unir na defesa dos seus interesses e lutar pela solução que segue as directrizes do Plano Rodoviário Nacional contemplado no PDM de Benavente e que contempla nós de acesso à EN 118 e EN10 na Área Industrial de Benavente e Arados-Zona Industrial da Murteira, respectivamente.

É a solução que dá resposta às expectativas económicas criadas na Zona Industrial da Murteira e de Vale Tripeiro bem como ao crescimento demográfico e empresarial na zona de Samora Correia e Porto Alto.

É esta a solução para o descongestionamento da EN 118 e EN 10 e das acessibilidades locais, com o reforço de ser a que em termos ambientais apresenta impactes negativos menos relevantes. 

Como é fácil depreender, o que está em jogo é demasiado importante para o futuro de todas as freguesias do concelho de Benavente, como tal, há que pôr de lado as divergências que muitas vezes nos afastam e centralizar todas as forças políticas, económicas e sociais na defesa dos interesses dos cidadãos que somos todos nós e que todos os dividendos a retirar deste empenho sejam os do desenvolvimento e qualidade de vida. 

Por isso está dado o mote, para que principalmente, as forças políticas venham para o terreno alertar os cidadãos para os possíveis perigos da A13, se os intentos da Empresa Brisa se concretizarem e cativá-los a participarem em acções de protesto e de repúdio, pela forma como os interesses de toda uma comunidade estão a ser desprezados.

 

  

Paulo Conde - Jornal Vale do Tejo - 2001

 

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publicado às 12:55


É preciso actuar

por pauloconde, em 12.03.01

 

Todas as ideias, projectos ou iniciativas para tentar reduzir a mortandade nas estradas são sempre bem vindas, nem que para isso se tenham que sacrificar alguns hábitos bem típicos dos portugueses.

É por isso que o mais recente desafio lançado por um responsável do Instituto de Medicina Legal intitulado de “Tolerância Zero ao Álcool” é bem vindo e deverá ser tido em linha de conta.

Todavia, e até à data, todas as iniciativas criadas para reduzir a sinistralidade visam penalizar directamente os cidadãos condutores, então e o Estado?

Então e as vergonhosas vias rodoviárias que grassam pelo nosso país, o estado dos pavimentos, a falta de sinalização?

Então e os próprios veículos que permitem aos condutores mais irresponsáveis atingirem velocidades alucinantes?

É certo que quase todos os veículos são importados, mas o governo deveria interceder no sentido de não o permitir, já que a velocidade máxima autorizada nas estradas portuguesas de acordo com a lei é de 120Km/h.

É urgente que o Estado previna sob todos os aspectos, não basta autuar é preciso actuar p’ra que não caiam mais pontes!

  

 

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2001 

 

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publicado às 12:34


Saudade das rádios locais

por pauloconde, em 21.01.01

Já lá vai o tempo em que os nossos sentidos se deliciavam a ouvir as emissões de rádio, ou até a ver os responsáveis pelos programas radiofónicos, passarem na rua com um gira-discos debaixo do braço e um saco plástico com alguns discos de vinil.

Era a época das apelidadas “Rádios Pirata”. Nesse tempo preponderavam todos os acontecimentos regionais nas mais diversas vertentes e numa intimidade extrema, pelas quais os ouvintes nutriam um orgulho fraterno, era como se a rádio fosse um membro da família.

Os então responsáveis pelas emissões, muitas vezes trabalhando em precárias condições, esforçavam-se por darem o seu melhor, recebendo apenas  em troca carinhosas palavras de admiração e incentivo.

Actualmente, o conceito de “Rádio Local” está de rastos, na maioria dos casos nem uma réstia do gene da sua criação sobreviveu.

Samora Correia é um exemplo crasso dessa enfermidade, que não soube resistir ao lado maléfico do desenvolvimento, subvertendo a posição do Homem em relação à tecnologia.

Sem demérito para todos os programas de elevada qualidade, que abundavam nos tempos áureos das “Rádios Locais”, é com especial saudade que recordo o programa “Despertar à Portuguesa” aos domingos de manhã na “Rádio Íris” em Samora Correia.

 

  

Paulo Conde - Correio da Manhã - 2001

 

 

 

 

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publicado às 13:54


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